Já é conhecida a última avaliação feita pela ONU sobre o estado dos Oceanos, e os sinais são cada vez mais alarmantes.
No dia em que se assinalou o Dia Mundial do Oceanos, 8 de junho, o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, enfatiza que “em tempos turbulentos, o oceano lembra à humanidade que está conectada”. Sustentou que os mares moldam o clima, sustentam os ecossistemas e as economias, alimentando ainda bilhões de pessoas.
O Relatório WOA-3 agora produzido (Terceira Avaliação Global dos Oceanos) é considerado a análise mais completa já realizada e engloba dados sobre saúde humana, áreas protegidas, produção de alimentos, turismo exploração tecnológica, governança, entre outros.
Mais de 550 cientistas, de 86 países, contribuíram com as pesquisas que embasam o documento. Os dados do WOA-3 referem-se principalmente ao período entre 2018 e 2023.
Esta Terceira Avaliação Global dos Oceanos, mostra que o estado dos mares tem piorado, de forma alarmante, e prova que 16% do aumento total das temperaturas oceânicas ocorreu após 2018.
Para um País como Portugal, com um espaço marítimo nacional que abarca cerca de 4 milhões de km2 de zonas marítimas, conferindo-lhe o estatuto do maior Estado costeiro da União Europeia e também um dos maiores do mundo, a saúde do Oceano é efetivamente um assunto central. Cabe aos Estados Costeiros, “o dever de adotar medidas de prevenção, redução e controlo de poluição, não podendo transferir a poluição para outras zonas marinhas. Têm também o dever de proteger ecossistemas marinhos vulneráveis, habitat marinhos ameaçados, espécies marinhas em perigo e as demais formas de vida marinha e prevenir a introdução, acidental ou intencional, de espécies alienígenas.” (https://www.dgrm.pt/web/guest/estado-costeiro)
Poderemos ainda acrescentar que defender aqueles que vivem e dependem do mar para o seu sustento, das suas famílias e comunidades, que contribuem para a soberania alimentar do nosso País, deve ser também um desígnio nacional.
Declaração de António Guterres:
Fonte ONU – https://news.un.org/pt/story/2026/06/1853353
