A Mútua dos Pescadores associou-se às suas congéneres, numa declaração conjunta promovida pela Associação Portuguesa de Seguradores.
Após os eventos mais recentes que têm assolado o nosso país, torna-se cada vez mais urgente definição e implementação de um “sistema nacional integrado de proteção contra catástrofes naturais”, que proteja as pessoas, o seu património e o território. Reforça-se na declaração subscrita pelo setor segurador que este sistema “deverá assentar em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, assegurando que Portugal acompanha as melhores práticas internacionais na proteção dos seus cidadãos e do seu património coletivo.”
Leia abaixo a declaração conjunta:
O setor segurador saúda declarações do Governo sobre a criação de um Sistema de Proteção em caso de Catástrofe Natural.
Lisboa, 6 de fevereiro
As empresas seguradoras que operam em Portugal saúdam as declarações do Governo e sublinham a necessidade urgente de criação de um sistema nacional integrado de proteção contra catástrofes naturais, apelando ao poder político para que esta matéria seja assumida como uma prioridade estratégica de inequívoco interesse público.
As alterações climáticas constituem uma realidade incontestável e estão já a provocar impactos profundos no território nacional. A situação de calamidade recentemente decretada em dezenas de municípios, na sequência da tempestade “Kristin”, representa apenas o exemplo mais recente de uma tendência que se tem vindo a agravar de forma consistente.
Nos últimos 20 anos — não incluindo ainda os prejuízos associados à tempestade “Kristin” — o setor segurador português pagou mais de 1.000 milhões de euros em indemnizações decorrentes de eventos climáticos extremos. Importa salientar que mais de 60% deste montante foi liquidado na última década, evidenciando a clara intensificação destes fenómenos. Ainda assim, os valores indemnizados correspondem apenas a uma pequena fração das perdas económicas totais, o que revela uma significativa lacuna de proteção e deixa a sociedade portuguesa particularmente exposta e vulnerável ao impacto crescente das catástrofes naturais.
Perante este contexto, as seguradoras reafirmam a sua total disponibilidade para desempenhar um papel ativo e construtivo na definição e implementação de um modelo nacional de proteção em caso de catástrofe, robusto e sustentável, à semelhança dos sistemas já existentes na maioria dos países europeus.
Um sistema integrado desta natureza deverá assentar em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, assegurando que Portugal acompanha as melhores práticas internacionais na proteção dos seus cidadãos e do seu património coletivo.
As seguradoras portuguesas manifestam, assim, plena abertura para colaborar com o Estado e com todas as entidades relevantes na construção de soluções que garantam a viabilidade do sistema a desenvolver, reforcem a resiliência coletiva e preparem o país para os desafios futuros.
Informação na página da APS: clique aqui.

